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gerenciamento de Riscos
   
Este relatório foi elaborado em 17.11.2009 sob responsabilidade da Diretoria da instituição líder do Conglomerado formado pelo Banco Paulista e pela Socopa Corretora.


Risco Operacional


Definição de Risco Operacional

A Resolução nº 3.380, de 29.06.2009, do Conselho Monetário Nacional, define risco operacional como a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos.

A definição inclui o risco legal associado à inadequação ou deficiência em contratos firmados pela instituição, bem como a sanções em razão de descumprimento de dispositivos legais e a indenizações por danos a terceiros decorrentes das atividades desenvolvidas pela instituição.

Entre os eventos de risco operacional, incluem-se fraudes internas e externas; demandas trabalhistas e segurança deficiente do local de trabalho; práticas inadequadas relativas a clientes, produtos e serviços; danos a ativos físicos próprios ou em uso pela instituição; aqueles que acarretem a interrupção das atividades da instituição; falhas em sistemas de tecnologia da informação; e falhas na execução, cumprimento de prazos e gerenciamento das atividades na instituição.


Estrutura da Gestão do Risco Operacional

Conforme permissão expressa contida no artigo 7º da Resolução nº 3.380, o Banco Paulista, instituição líder do Conglomerado formado pelo Banco e pela Socopa Corretora, decidiu pela implantação de estrutura única de Gerenciamento de Risco Operacional no banco, compatível com a natureza e a complexidade dos produtos, serviços, atividades, processos e sistemas das instituições integrantes do Conglomerado.


Gestão e Controle do Risco Operacional

O processo de gestão e controle do risco operacional do Conglomerado é suportado pela assessoria especializada da Integral-Trust Serviços Financeiros Ltda. Os serviços de assessoria especializada em risco operacional têm como escopo o fornecimento de software (Sistema Integral de Gestão de Risco Operacional) e de metodologias para identificar, avaliar, monitorar, controlar e mitigar o risco operacional, assim como coletar e tratar as perdas operacionais. As informações de Risco Operacional e suas perdas são integradas em única base de dados, gerando informações precisas a respeito dos eventos de risco operacional.

Tais informações, depois de devidamente tratadas e avaliadas pelos gestores de cada área, servem de base para elaboração de planos de ação de mitigação de riscos para serem submetidos à aprovação do Comitê de Gerenciamento de Riscos, integrado por diretores estatutários do Conglomerado.


Planos de Ação

No início deste ano, o Comitê de Gerenciamento de Riscos aprovou diversos Planos de Ação, resultantes da análise e sugestões do questionário de Autoavaliação aplicado em fins de 2008, com o intuito de mitigar ou controlar os riscos levantados. A maior parte dos planos já está concluída.


Planos de Contingência

O Banco Paulista e a Socopa Corretora estão concluindo a revisão dos respectivos Planos de Contingência e de Continuidade de Negócios com base nos resultados dos questionários de Autoavaliação e Análise de Impacto nos Negócios aplicados no 2º semestre de 2009 aos gestores e colaboradores de cada área do Conglomerado.



Risco de Mercado


Definição de Risco de Mercado

A Resolução nº 3.464, de 26.06.2007, do Conselho Monetário Nacional, define risco de mercado como a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado de posições detidas por uma instituição financeira.

A definição inclui os riscos das operações sujeitas à variação cambial, das taxas de juros, dos preços de ações e dos preços das mercadorias (commodities).


Estrutura da Gestão do Risco de Mercado

O Banco Paulista também decidiu pela implantação de estrutura única de Gerenciamento do Risco de Mercado do Conglomerado no banco, nos termos do permissivo constante do artigo 9º da supracitada Resolução, compatível com a natureza das operações, a complexidade dos produtos e a dimensão da exposição a risco de mercado das instituições integrantes do Conglomerado.

Os assuntos relativos ao Risco de Mercado, assim como ocorre com os de Risco Operacional, são discutidos e decididos no Comitê de Gerenciamento de Riscos e atende as definições de políticas e limites definidos pelo Comitê de Planejamento Estratégico, integrado por diretores estatutários do Conglomerado. Estas definições condizem com as melhores práticas de Gerenciamento de Riscos utilizadas pelo mercado e estão em consonância com o perfil operacional do Conglomerado.


Gestão e Controle do Risco de Mercado

O processo de gestão e controle do risco de mercado do Conglomerado é também suportado pela assessoria especializada da Integral-Trust Serviços Financeiros Ltda. Os serviços de assessoria especializada em risco de mercado têm como escopo o fornecimento de software (Sistema Integral de Gestão de Risco V@R) e de metodologias para medir, monitorar e controlar a exposição ao risco de mercado, tanto para as operações incluídas na carteira de negociação quanto para as demais posições, incluindo todas as fontes relevantes de risco de mercado e gerar relatórios tempestivos para a diretoria do Conglomerado. Este trabalho é periodicamente revisado com intuito de atender às melhores práticas.

No processo de análise do Risco de Mercado, que é realizado por meio de metodologias estatísticas e para o cálculo deste risco o Conglomerado optou pela utilização da metodologia de V@R Paramétrico.

O V@R Paramétrico é a técnica de mensuração do risco de mercado, consagrada pelo mercado financeiro nacional e internacional, desenvolvida e divulgada pelo JP Morgan na década de 90 sob a denominação de Risk Metrics.

Seu objetivo é o de mensurar a perda máxima esperada de uma carteira com uma probabilidade (intervalo de confiança) previamente definida em um horizonte de tempo pré-determinado, tomando como hipótese simplificadora a distribuição normal dos retornos dos ativos financeiros marcados a preços de mercado. Atualmente, o Conglomerado adota nível de confiança de 95%.

No cálculo do valor de mercado dos ativos e passivos do Conglomerado, foi adotada a estrutura a termo de taxas de swaps divulgada pela BM&F. Desta forma, todos os fluxos de caixa das posições (ativas e passivas) são mapeados segregadamente conforme os seus indexadores (books) e marcados a mercado (mark to market) no critério exponencial em dias úteis (ano de 252 dias).

O impacto adverso, em condições extremas, de variação de preços de mercado é continuamente monitorado através de stress testing que estima as perdas potenciais resultantes de cenários de estresse. Os limites de exposição dos diversos books são revisados periodicamente com base nos resultados dos testes de estresse.

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